quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PROJETO DE INTERVENÇÃO


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI
CAMPUS UNIVERSITÁRIO PROFESSOR BARROS ARAÚJO
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM NORMAL SUPERIOR
DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
PROFESSOR: ESPC. HELAN DE SOUSA












OS JOGOS EDUCATIVOS COMO SOLUÇÃO PARA AS DIFICULDADES QUANTO AO ENSINO DE MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL








ELIELSON BARBOSA DO NASCIMENTO
ELKA TAMARY MOURA DA CRUZ
GERMÂNIO BUENOS AIRES MARTINS
GICÉLIA DA CONCEIÇÃO SILVA
PATROCINA FRANCISCA DA VERA
TELMA MARIA DE HOLANDA MONTEIRO













PICOS-PI
2012
1. APRESENTAÇÃO
            O presente projeto de intervenção que teve como orientador o Professor Especialista: Helan de Sousa; buscou analisar do ponto de vista pedagógico, didático e metodológico o porquê de tamanha dificuldade associada aos altos índices de reprovação quanto ao ensino de matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental da Escola Pública Municipal Celso Eulálio; e limitou-se a analisar as duas turmas de quarto ano do Ensino Fundamental da referida escola, e para isso delimitamos o nosso tema de estudo que teve como proposta eleita: “Os jogos educativos como solução para as dificuldades quanto ao ensino de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental”; proposta esta que foi de encontro com a realidade dos alunos observados, pois ao longo do nosso estágio de observação percebemos o quanto os alunos desta escola gostavam de trabalhar com jogos e pensando nessa perspectiva foi que resolvemos inserir nas aulas de matemática os jogos educativos, cuja proposta não foi apenas brincar, mas brincar pensando em uma melhoria para o ensino desta disciplina que faz parte do cotidiano, pois o que torna o ensino de matemática cansativo e desmotivador na concepção de Piaget (1984 apud AVELLAR, 2010, p. 13), é:
[...] a maneira como o conteúdo é ensinado, a maneira de apresenta-lo permanece às vezes arcaica do ponto de vista psicológico, enquanto fundamentada na simples transmissão de conhecimento, mesmo que se tente adotar uma forma axiomática.
            Diante disso, vimos que o problema não está associado à disciplina de matemática, pois o alunado pesquisado em sua maioria sabe contar progressivamente em ordem crescente, bem como decrescente, assim como sabem fazer cálculos, pois por se tratar de uma comunidade urbana carente o aluno muitas vezes é submetido ao mercado de trabalho ainda na sua infância quer seja na condição de engraxate, distribuidor de jornal, vendedor de sorvetes e para isso é necessário que os mesmos tenham noções básicas de matemática, portanto chegamos à conclusão que o problema está associado à maneira como o professor repassa o conteúdo desta disciplina aos discentes, e diante disso diagnosticamos em nossa linha de pesquisa bibliográfica e de campo que os jogos educativos por já fazerem parte do ciclo diário dessas crianças em estudo, as motiva para que busquem resultados para as operações trabalhadas nos jogos que foram explorados nas aulas de matemática. Assim, cabe ao professor não apenas trabalhar a disciplina de forma isolada e/ou fechada do ponto de vista de uma grade curricular que os obriga atingir resultados ao término de um semestre e/ou ano letivo, pois a matemática se trabalhada de forma lúdica traz resultados positivos para ambos, pois a maneira como esta é repassada aos educandos é o que desperta o seu interesse em aprender.
            E, em uma perspectiva de mostrarmos a comunidade escolar que trabalhar com os jogos educativos requer que o educador também trace seus próprios objetivos, assim como no ensino tradicional da disciplina em destaque é que Neto (1992 apud AVELLAR, 2010, p. 09), assevera:
Um bom planejamento supõe uma definição clara de objetivos a serem alcançados. O estabelecimento de objetivos constitui uma base sólida para a seleção de conteúdos, métodos, técnicas, estratégias e recursos. Quando fazemos um planejamento devemos classificar os objetivos para então lhes dar o tratamento adequado.
            E, neste sentido percebemos que trabalhar com a matemática através dos jogos educativos não é tarefa fácil como pensam muitos dos profissionais que desprezam esta maneira de ensinar através do lúdico, portanto é mais uma estratégia que se alicerçada do ponto de vista didático-pedagógico traz bons resultados, pois não existem métodos milagrosos quanto ao ensino da matemática, mas podemos salientar que na Escola Pública Municipal Celso Eulálio; esta metodologia atrelada ao bom planejamento da equipe envolvida surtiu efeito de caráter positivo, pois como vimos o que faz a diferença é a maneira como o docente planeja suas atividades quer seja no âmbito de qualquer disciplina, e nenhuma metodologia pode ser trabalhada sem antes pensarmos nos resultados que esta poderá oferecer a comunidade escolar, pois tudo começa com o planejamento das atividades a serem desenvolvidas pelo professor, cabendo a este o papel de rever em sua avaliação continua se tal estratégia surte efeito de caráter positivo ou negativo, e caso o resultado seja negativo é que se implantam outras estratégias para que se alcance o resultado esperado, portanto trabalhar com jogos educativos requer bem mais esforço e participação do professor por se tratar de uma brincadeira que envolve o ensino como estratégia para aprendê-lo.
            Ainda, na concepção de Teixeira (2001 apud AVELLAR, 2010, p. 14):
O jogo é uma real oportunidade para despertar no aluno o gosto pela matemática, por conter ricas fontes de motivação, interesse e atenção. Mas, é necessário que o educador tenha em mente os objetivos do jogo antes de aplica-los.
            Tendo em vista o pensamento do autor acima, conseguimos afirmar do ponto de vista técnico que não se pode trabalhar a matemática quer seja através dos jogos sem antes se ter em mãos o que se pretende alcançar com tal estratégia. Assim, o referido estudo pautou-se em analisar como uma metodologia simples como os jogos educativos; podem fazer diferença na maneira de ensinar e de aprender dos educandos, portanto esta é uma das possíveis saídas para o avanço do ensino de matemática nas séries iniciais do ensino fundamental; e seria interessante que educadores, pedagogos, psicopedagogos e interessados no Ensino da Matemática, usassem tal projeto como estratégia para o aprendizado da matemática de maneira criativa, inovadora e acima de tudo brincando, sem se perder de vista o foco principal do nosso estudo que é aprender a matemática através dos jogos educativos.
            Portanto, o referido estudo está dividido para fins de estudo em tópicos e subtópicos que dão uma ideia da importância e relevância do estudo de se trabalhar com os jogos educativos nas aulas de atemática que são eles: Objetivo geral, objetivos específicos, referencial teórico, quadro de cognição, metodologia, avaliação, culminância e considerações finais.
2. OBJETIVO GERAL
  • Investigar as dificuldades encontradas por alunos quanto ao ensino de matemática de duas turmas do (Quarto Ano do Ensino Fundamental da Escola Pública Municipal Celso Eulálio); levando-se em consideração a implantação dos jogos educativos nas aulas de matemática como alternativa para se aprender brincando.
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Mostrar aos discentes e comunidade educativa envolvida no projeto a diferença entre um jogo comum e um jogo adaptado para o ensino de matemática.
  • Aplicar os jogos educativos em contextos apropriados ao ensino da disciplina.
  • Estimular o aprendizado da matemática através do lúdico.
  • Oferecer condições para que as quatro operações fundamentais que são elas: adição, subtração, multiplicação e divisão sejam exploradas através dos jogos educativos trabalhados nas aulas de matemática.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
            Diante dos inúmeros avanços pelos quais têm passado nossa sociedade contemporânea, e em especial a educação, não se pode pensar em trabalhar com aulas de matemática que não viabilizem o interesse do aluno, pois é grande o número de jogos eletrônicos disponíveis na internet e de games que despertam a curiosidade de nossas crianças em idade escolar, por isso cabe a escola se renovar quanto ao ensino de matemática adicionando de forma gradual ao ensino tradicionalista mecanismos como os jogos educativos; para que alcancemos os resultados esperados na execução desta disciplina escolar.
            E, pensando nessa proposta Mendonça (2001 apud RIBEIRO, 2004, s/p), diz que:
Ensinar e aprender matemática pode e deve ser uma experiência feliz. Curiosamente quase nunca se cita a felicidade dentro dos objetivos educativos, mas é bastante evidente que só poderemos falar de um trabalho docente bem feito quando todos alcançarmos um grau de felicidade satisfatório.
            Nesse sentido, o que se defende aqui é sem dúvida a inserção dos jogos matemáticos como estratégia viável para que professores e alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental; consigam alcançar o sucesso desejado onde a felicidade se completa com o alcance dos objetivos propostos pela escola; que é o da aprovação de seus alunos com eficácia e como garantia de que os conteúdos trabalhados em sala de aula foram de fato suficientes para assegurarem o avanço dos alunos nas séries subsequentes em relação ao ensino de matemática que muitas vezes é angustiante e deficitário, pois como cita Sousa (2002 apud RIBEIRO, 2004, s/p):
[...] as crianças não são adultos em miniatura; elas pensam e agem como crianças. Portanto, é compreensível que não se sintam estimuladas a aprender com quadros negros repletos de exercícios de fixação, que são atividades repetitivas e cansativas. Além disso, essa metodologia de ensinar exige que elas permaneçam sentadas e caladas por um longo período.
            Assim, cabe ao professor buscar novas estratégias que prendam a atenção dos alunos dessa modalidade de ensino, pois como vimos ensinar não é transmitir regras, mas sim, trabalhar em sintonia com aquilo que desperte a curiosidade do discente. E, uma das maneiras de se alcançar essa estratégia de ensino na área da matemática é usando os jogos educativos quando o assunto trabalhado no decorrer das aulas assim o propuser, pois como vimos é possível que o professor o ensine a matemática através do lúdico, onde a felicidade se completa com a realização de atividades tidas como complexas para determinada faixa etária de ensino, uma vez que o lúdico não busca a memorização de regras, o que não levaria o aluno a sentir-se desmotivado em participar dos jogos educativos trabalhados pelo professor no âmbito de sala de aula, mas sim este mesmo aluno irá se inserir de forma espontânea e prazerosa, ao mesmo tempo, em que buscará resolver os cálculos a ele proposto, por se tratar de um jogo educativo, pois o que dificulta o ensino de matemática não é o fato de a disciplina ser difícil como comentam alunos e professores, mas sim a maneira como ela é repassada aos alunos é o que a torna distante. E, através desta metodologia o discente consegue resolver cálculos matemáticos sem que ele mesmo o perceba que está trabalhando com as quatro operações matemáticas que são elas: adição, subtração, multiplicação e divisão, pois o objetivo de se trabalhar com os jogos educativos é antes de qualquer coisa tornar o ensino de matemática prazeroso tanto para alunos, assim como, para educadores.
            Ainda é fundamental destacar que os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998 apud AVELLAR, 2010, p. 20), diz que:
Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções, além de possibilitar a construção de uma atitude positiva perante os erros, uma vez que as situações sucedem-se rapidamente e podem ser corrigidas de forma natural, no decorrer da ação, sem deixar marcas negativas.
            Então como visto logo acima, a proposta de se trabalhar com os jogos educativos nas aulas de matemática é mais uma tentativa para que se aproxime a mesma da vida educacional de nossos estudantes de forma saudável e prazerosa, pois somente através desta metodologia é que os alunos não irão se sentir decepcionados diante dos erros cometidos, pois o objetivo maior dos jogos educativos é a competição entre ambos visando assim à busca de uma solução imediata para que o adversário vença o opositor, tornando a esta prática prazerosa e acima de tudo estimulante para que operações básicas do ensino da matemática sejam valorizadas e assim conhecidas pelos educandos.
4. QUADRO DE COGNIÇÃO
O QUE SABEM?
O QUE QUEREM / PRECISA SABER?
COMO VÃO SABER?
  • Os alunos em sua maioria já usam de conhecimentos matemáticos para transações comerciais do dia-a-dia, porém não se identificam com o ensino da matemática pelo fato da mesma ser trabalhada de forma superficial e valorizar apenas a memorização de regras e conceitos.
  • Precisam reconhecer na matemática uma disciplina que faz parte do cotidiano dos mesmos.
  • Resolver cálculos através de jogos educativos.
  • Gostar da matemática por meio de atividades que priorizem não apenas regras, mas sim, o lúdico.


  • Através da realização de jogos educativos a serem explorados nas aulas de matemática pelos professores estagiários.
  • E, ainda por meio da culminância deste projeto que irá priorizar a inserção dos jogos educativos como ferramenta básica para o avanço e desempenho de notas da disciplina em discussão.
 5. METODOLOGIA
            Esta pesquisa tem como base uma pesquisa bibliográfica e de campo.
            Na qual a pesquisa bibliográfica fez um levantamento dos dados referentes ao uso dos jogos educativos nas aulas de matemática, como alternativa para o desenvolvimento dos alunos pesquisados no âmbito da disciplina em discussão e eleita para este estudo. Haja vista, que o ensino desta disciplina pouco ou quase nada se alterou ao longo dos anos, o que acarreta sérios prejuízos escolares para a vida de estudantes desta e de outras modalidades de ensinos.
            Onde se contrapôs ambos cuja finalidade foi criarmos um referencial teórico que indicasse o caminho a alcançarmos em relação ao ensino de matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental, tendo como base primordial os jogos educativos; que serviram de experiência positiva para que os alunos pesquisados da escola/campo em estudo; não só se interessassem por esta estratégia de ensino dentro do ensino de matemática, usando o lúdico para que o sucesso desejado fosse alcançado por alunos objetos de nossa pesquisa e professores engajados neste projeto.
            E, assim priorizamos agora por descrever como se deu todo o processo metodológico em torno do uso dos jogos educativos para o ensino de matemática nas duas turmas do (Quarto Ano da Escola Pública Municipal Celso Eulálio), que fora realizado no decorrer das aulas de matemática e o primeiro jogo contemplou: O jogo da velha envolvendo a operação de adição[1]. Cuja organização da sala se deu em duplas; um contra o outro e o material necessário foi: dois quadriculados 3 x 3 (Três linhas e três colunas e lápis para que os alunos pudessem marcar os números escolhidos.
            O jogo foi desenvolvido em um quadriculado contendo nove casas em que os adversários se alternam nas jogadas tentando ocupar três casas sucessivas (horizontal, vertical ou diagonal) para impedir que o adversário faça o mesmo. Para marcar a casa escolhida cada jogador usa lápis de cores diferentes. Os dois participantes se alternam nas jogadas escolhendo números de 0 a 9, os quais podem ser utilizados uma única vez. Ganha o jogo aquele que, ao colocar o número, obtenha soma 10 em três casas sucessivas, sendo elas: horizontal, vertical ou diagonal.
            Veja o exemplo a seguir:
1

1+5+4=10
 
2

5

6

4
            A outra atividade desenvolvida contemplou o: Bingo de multiplicação e divisão[2], e quanto à maneira executada privilegiou-se o individualismo; sendo os professores estagiários os realizadores do sorteio; e como material necessário foi usado: uma cartela de bingo comum; lápis colorido, para que os alunos marcassem os pontos sorteados que constavam em suas cartelas; ficando uma cartela de controle para o professor e ‘pedras’ para serem sorteadas.
            O segredo do Bingo de multiplicação e divisão está nas pedras que serão sorteadas, que ao invés de números trazem uma operação de multiplicação ou divisão; portanto aqui usamos como exemplo: 3 x 4 (três vezes quatro). Para a confecção das pedras foram feitas operações com dois termos. A tabela abaixo mostra a escolha que fizemos para os números de 1 a 75, que será utilizada nas pedras do bingo.
9/9
4/2
3x1
2x2
15/3
3x2
14/2
4x2
27/3
5x2
11x1
6x2
13x1
7x2
3x5
4x4
17x1
9x2
19x1
4x5
7x3
11x2
23x1
48x2
5x5
13x2
9x3
7x4
29x1
60/2
31x1
4x8
33x1
34x1
7x5
9x4
37x1
38x1
39x1
80/2
41x1
7x6
43x1
88/2
9x5
46x1
47x1
6x8
7x7
10x5
51x1
4x13
53x1
6x9
11x5
7x8
19x3
58x1
59x1
10x6
61x1
31x2
7x9
16x4
13x5
33x2
67x1
17x4
69x1
14x5
71x1
8x9
73x1
74x1
15x5





SUGESTÃO: Miranda (2001 apud AVELLAR, 2010, p. 28).
            E, assim para a realização deste jogo foram distribuídas cartelas para os alunos; e as pedras sorteadas foram colocadas em uma caixa e os professores estagiários efetuaram o sorteio. E, se a pedra sorteada fosse 3x4, por exemplo; lia-se ‘três vezes quatro’ e os alunos deveriam realizar o cálculo e verificar se o resultado: 12; constava em sua cartela. Vencendo o jogo aquele que preenchesse primeiro; toda a cartela; e caso alguém o anunciasse que havia ganhado, cabia então à equipe de professores estagiários verificarem se todos os números que constavam na cartela do suposto ganhador tinham sido de fato sorteados.
            Dessa forma, verificou-se que durante a execução das atividades propostas e descritas anteriormente, os alunos envolvidos mostraram interesse em participar de ambas e não encontraram dificuldades quando da execução dos cálculos matemáticos, o que só veio comprovar a nossa discussão teórica de que se pode aprender matemática através do lúdico, pois antes da aplicação desta metodologia inovadora os alunos não mostravam interesse em participarem das aulas, bem como, não resolviam as atividades propostas pelos professores quanto ao cumprimento da disciplina de matemática; e com a inserção desta nova metodologia; percebemos que houve não só uma participação acentuada dos alunos nas aulas de matemática, mas sim houve também uma melhoria significativa nas notas da disciplina foco de estudo deste projeto.
            Já, no último momento foi apresentado o resultado dos dados estudados e coletados a toda a comunidade educativa que forma a Escola Pública Municipal Celso Eulálio, que dentre eles: Os professores titulares, os professores auxiliares, a direção, coordenação, alunos e pais de alunos; para que tomassem conhecimento da importância do lúdico como maneira viável para se aprender matemática, finalizando a culminância com a leitura de relatórios desenvolvidos por alunos de ambas às turmas, que naquele momento falaram da experiência de se estudar matemática utilizando os jogos educativos, e assim terminou a parte da culminância e seguimos para a realização de um pequeno coquetel que contou com bolo de chocolate, salgados variados, torta doce de maracujá, refrigerantes da marca: Antarctica e Coca-Cola Original e como sobremesa servimos sorvete de morango ao leite que foi produzido por uma das professoras estagiárias (receita familiar e tradicional).
6. AVALIAÇÃO
            Quanto ao cumprimento de avaliação optamos por avaliar os discentes a cada atividade proposta e desenvolvida em sala de aula, levando-se em consideração aspectos qualitativos como: participação e interesse nas atividades desenvolvidas pela equipe de professores estagiários da Escola Pública Municipal Celso Eulálio; e usamos como proposta os jogos educativos como solução para os problemas correlacionados ao ensino da matemática, e durante a execução destas atividades percebemos que estas surtiram efeitos de caráter positivo que foi desde a participação dos alunos em um período compreendido entre 17/09/2012 e 09/11/2012; bem como, da resolução de problemas matemáticos através da prática de ensino que nossa equipe a adotou; e por fim por verificarmos que nossos objetivos foram cumpridos e que ambos foram aprovados na sua concepção maior pela equipe que forma o núcleo da escola que fora alvo de nossa pesquisa.
            Dessa maneira, podemos acrescentar que trabalhar o novo pode ser cansativo, mas o novo também pode trazer benefícios benéficos como foi o caso do projeto de intervenção desenvolvido por nossa equipe que devido ao engajamento de cada membro tornou-se objeto de dinamicidade, encorajamento e até mesmo de novas descobertas, pois hoje nos sentimos preparados para lidar com problemas relacionados ao ensino da matemática, e acima de tudo descobrimos através de noites de estudos que se trabalhando com o lúdico podemos alcançar resultados jamais vistos na história da educação pública municipal da cidade de Picos.
7. CULMINÂNCIA
Dia: 09/11/2012.
Horário: 15:00 h.
  1. Apresentação à comunidade escolar da Escola Pública Municipal Celso Eulálio do Projeto de Intervenção; visando assim, uma discussão de toda a teoria estudada pela equipe responsável pela elaboração e execução do referido projeto, e ainda buscou-se naquele momento ouvir opiniões que pudessem vir a somar para com as ideias já apresentadas neste estudo para que tenhamos alunos que se saiam bem no cumprimento do ensino de matemática.
  2. Leitura de relatórios produzidos por alunos envolvidos na pesquisa.
  3. Apresentação da música: Não olhe para trás; da banda: Capital Inicial; levando os envolvidos a refletirem sobre a letra da música e mostrando a estes que nunca devemos olhar para trás como bem intitula a letra desta música, mas sim que tenhamos em mente a vontade de irmos cada vez mais longe, pois o nosso sucesso só depende de nossas ações e aproveitando o momento oportuno para comparar também a letra da música ouvida ao ensino de matemática, pois nem tudo pode ser perfeito e pensando nessa proposta pudemos perceber que nenhuma metodologia é tão eficaz ao ponto máximo de que não possa passar por um pequeno reparo! E, pensando nisso, é que o professor deve está se atualizando e inovando para que a arte de ensinar se torne tão prazerosa tanto quanto o brincar.
  4. Coquetel.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
            Diante dos inúmeros debates que se têm como proposta a melhoria do ensino, e de desafios enfrentados por professores que trabalham com a disciplina de matemática no ciclo das séries iniciais do Ensino Fundamental; o presente estudo pautou-se na busca imediata da felicidade do ensinar e aprender matemática por meio de jogos educativos; frente à Escola Pública Municipal Celso Eulálio; no que compreendeu as duas de turmas de (quarto ano); e diante do que foi alicerçado pela equipe responsável pela elaboração e execução deste projeto, pode-se constatar a luz de teóricos consagrados que discorrem sobre este assunto; que esta metodologia é antes de tudo inovadora e prazerosa, tanto para quem ensina, bem como, para quem o está a recepcionar novos conhecimentos em torno do ensino da matemática, pois a mesma não requer que o estudante a memorize regras e isso pode ser visto como algo positivo em um ambiente de aprendizagem, pois ao se trabalhar com uma disciplina que em sua essência busca por resultados exatos; não é de se esperar uma recepção calorosa; por quem o está sentado nos bancos de uma sala de aula, e que ao final do ano letivo precisa mostrar que aprendeu, comprovando este aprender com uma escala de notas que vai desde uma reprovação e/ou aprovação, por isso, afirmamos que a presente metodologia implantada por nossa equipe deu certo, pois além de ter despertado no aluno o interesse em acompanhar a disciplina, estes também se colocaram a nossa disposição quando da culminância deste projeto e relataram suas experiências diante dos trabalhos que foram desenvolvidos em aulas de matemática. E, também foi constatado pela equipe pedagógica da escola/campo que as médias dos alunos envolvidos neste projeto de intervenção; elevaram-se em relação há meses anteriores, portanto trabalhar com o lúdico nas aulas de matemática pode ser uma boa alternativa para aqueles que estão iniciando no campo da docência e ainda para aqueles que já estão trabalhando há bastante tempo, pois vimos em nossa prática que é possível se aprender matemática brincando.
            Dessa forma, trabalhar com jogos educativos nas aulas de matemática foi acima de tudo uma metodologia que proporcionou prazer aos discentes. E, para que tenhamos resultados positivos no campo do saber conhecer é necessário que estejamos motivados e os jogos foi um bom aliado para que alcançássemos os resultados esperados nas aulas de matemática, assim o presente estudo serve de referencial teórico para aqueles que estão à procura de uma metodologia inovadora e acima de tudo que prenda a atenção do aluno e os motive a estudar sem que se sintam reféns de teorias muitas vezes desconhecidas de seu cotidiano.
REFERÊNCIAS
AVELLAR, Ariane Ferreira. Jogos pedagógicos para o ensino de matemática. 2010, f. 35. TCC (Grau de Licenciado) – Instituto Superior de Educação da Faculdade Alfredo Nasser, Goiânia.
RIBEIRO, Elcy Fernanda Ferreira. O ensino da matemática por meio de jogos de regras. Universidade Católica de Brasília, Distrito Federal, [...], [...], s/p, dez. 2004.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Como fazer citações. Rio de Janeiro, 2002.
COMELLI, Márcia Aparecida de Sousa; BURNIER, Darlan Jessé. A importância do lúdico e dos materiais concretos na aprendizagem da matemática. Instituto Federal Catarinense, Concórdia, I mostra de iniciação científica, s/n, s/p, set. 2011.
MARTINS, Raquel. Material concreto: um bom aliado nas aulas de matemática. Iniciação à matemática, [...], jun. 2009, [...], s/p. Disponível em: <http://educacaoeinfancia.com/material-concreto-um-bom-aliado-nas-aulas-de-matematica/>. Acesso em: 07 setembro 2012.
RODRIGUES, Alessandra Gonçalves; RODRIGUES, Marrissom Cleiton; MARQUES, Giovanni Almeida. O uso de materiais concretos como estratégia facilitadora para o ensino da matemática. Universidade Estadual do Pará, out. 2009. Disponível em: <http://matconcretos1.blogspot.com.br/>. Acesso em: 09 setembro 2012.
SACRAMENTO, Ivonete. Dificuldades de aprendizagem em matemática – Discalculia. I simpósio Internacional do Ensino da Matemática, Salvador, set. 2008. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/dificuldades-de-aprendizagem-em-matematica/16574#xzz2cu8wszu7>. Acesso em: 09 setembro 2012.
SOARES, Wellington. Seus alunos sabem interpretar problemas? Será que eles são desatentos ou a dificuldade está no entendimento dos conteúdos matemáticos? Saiba como planejar enunciados adequados e veja como eles interferem na compreensão das tarefas pelos estudantes. Nova Escola, [...], s/v, s/n, p. 1/3, [...]. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/seus-alunos-sabem-interpretar-problemas-matematica-697607.shtml>. Acesso em: 09 setembro 2012.





  
















     



   


  




[1] Proposta retirada de AVELLAR, Ariane Ferreira. Jogos pedagógicos para o ensino de matemática. 2010, f. 35. TCC (Grau de Licenciado) – Instituto Superior de Educação da Faculdade Alfredo Nasser, Goiânia.
[2] Proposta também retirada de AVELLAR, Ariane Ferreira. Jogos pedagógicos para o ensino de matemática. 2010, f. 35. TCC (Grau de Licenciado) – Instituto Superior de Educação da Faculdade Alfredo Nasser, Goiânia.

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